segunda-feira, 19 de maio de 2014

A dor que alivia....


Machucar a pele para aquietar a mente....
Viver em dor, o que ninguém entende. 
Tentar ser forte a todo e cada amanhecer..
Como se toda essa dor fosse diferente, ou inexistente
Nada existe pra mim, não tente 
Você não sabe e não entende...
Na mistura estranha de ardência e prazer, como as unhas que coçam uma picada, a mão que corta alivia a dor dilacerando a pele.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

A dor escondida

  
Eu aprendi a agir como pudesse controlar minha dor. Não queria senti-la, nem revelá-la. Mas o custo dessa luta é muito alto! É uma luta perdida, tentando controlar o incontrolável – dimensões de mim mesma! Fujo tanto da dor e dói do mesmo jeito! Assim “controlada” parece que dói ainda mais, gritando para ser liberada. A dor é o alarme soando, gritando e ecoando que estou viva, que existo também através de meus sentimentos, que preciso dar-lhes voz, respeitá-los, respeitar minha humanidade. Mas quer saber de uma coisa ....
            Tenho tentado enfrentar meu medo de sofrer, o medo de ser quem sou nas circunstâncias de minha vida. Mas como é difícil me desarmar, abrir mão das defesas que me habituei a construir e que agora me aprisionam! Já entendi como essas defesas funcionam e porque foram criadas para me livrar dos “perigos” da dor.  Já caminhei um bom pedaço, mas fico ainda assombrada como, apesar desse entendimento, é difícil desistir dessa “proteção”, simplesmente abrir meu coração e ousar  sentir, deixar sair, me revelar, me libertar...
Hoje a dor pode sair... amanhã ela fica escondida no armário, 
só vão sair comigo meu sorriso, minha simpatia  e minha vontade de ser feliz




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