Eu aprendi a agir como pudesse controlar minha dor. Não queria senti-la, nem revelá-la. Mas o custo dessa luta é muito alto! É uma luta perdida, tentando controlar o incontrolável – dimensões de mim mesma! Fujo tanto da dor e dói do mesmo jeito! Assim “controlada” parece que dói ainda mais, gritando para ser liberada. A dor é o alarme soando, gritando e ecoando que estou viva, que existo também através de meus sentimentos, que preciso dar-lhes voz, respeitá-los, respeitar minha humanidade. Mas quer saber de uma coisa ....
Tenho tentado enfrentar meu medo de sofrer, o medo de ser quem sou nas circunstâncias de minha vida. Mas como é difícil me desarmar, abrir mão das defesas que me habituei a construir e que agora me aprisionam! Já entendi como essas defesas funcionam e porque foram criadas para me livrar dos “perigos” da dor. Já caminhei um bom pedaço, mas fico ainda assombrada como, apesar desse entendimento, é difícil desistir dessa “proteção”, simplesmente abrir meu coração e ousar sentir, deixar sair, me revelar, me libertar...
Hoje a dor pode sair... amanhã ela fica escondida no armário,
só vão sair comigo meu sorriso, minha simpatia e minha vontade de ser feliz
Hoje a dor pode sair... amanhã ela fica escondida no armário,
só vão sair comigo meu sorriso, minha simpatia e minha vontade de ser feliz
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“Se vale a pena viver e se a morte faz parte da vida, então, morrer também vale a pena...” Immanuel Kant
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